
Endometriose afeta cerca de 1 em cada 10 mulheres no Brasil — aproximadamente 8 milhões de brasileiras. Os sintomas mais comuns são dor na parte inferior do abdome e dificuldade para engravidar. O diagnóstico precoce é muito importante, mas o desconhecimento da doença e a subestimação da dor feminina costumam atrasar o diagnóstico em média 8 anos.
O que é endometriose?
O endométrio é o tecido que reveste por dentro o útero e é o responsável pela menstruação. Na endometriose, células semelhantes ao endométrio crescem fora do útero — no lugar errado. A causa exata ainda não é totalmente conhecida. Uma teoria frequente é a menstruação retrógrada: durante a menstruação, parte do sangue pode subir pelas trompas para a cavidade abdominal levando células que se implantam e crescem em outros órgãos e estruturas. Porém, essa explicação não cobre todos os casos, e outras causas também são estudadas.
Quem é o médico que trata endometriose?
O médico especialista que realiza o diagnóstico e tratamento da endometriose é o ginecologista.
Dr. Rômullo Pires é ginecologista com experiência tanto no tratamento clínico quanto no tratamento cirúrgico da endometriose, proporcionando cuidado e tratamento completo para a paciente ao longo de toda sua jornada desde o diagnóstico.

Viver com dor não é normal! No atendimento do Dr. Rômullo Pires o seu compromisso é acolher e compreender a individualidade de cada paciente com o objetivo de proporcionar melhor qualidade de vida com o tratamento.
Como cirurgião ginecológico com experiência em cirurgias ginecológicas complexas é capaz de oferecer o tratamento cirúrgico adequado que os casos de endometriose requerem. Entretanto, como ginecologista experiente também é capaz de avaliar e oferecer uma abordagem multidisciplinar completa no diagnóstico e tratamento clínico da endometriose, inclusive evitando intervenções cirúrgicas desnecessárias.
Dr. Rômullo Pires é Médico de Endometriose em Florianópolis e região. Atende atualmente em consultório na cidade de Florianópolis. E também é Médico Ginecologista no Hospital Unimed Grande Florianópolis, onde atende pacientes com endometriose e outras patologias ginecológicas cirúrgicas.
Dr Rômullo Pires possui Mestrado em Ginecologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS e especialização com Pós-graduação Lato Sensu pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP.
Para agendar uma consulta com um especialista é importante conhecermos a opinião de outros pacientes que também se trataram com o médico.
O que os pacientes falam do Dr. Rômullo Pires:






Onde aparecem essas lesões?
As lesões costumam aparecer principalmente na pelve: ovários, ligamentos que sustentam o útero, intestino e bexiga. Também podem surgir em cicatrizes (por exemplo, de cesárea ou umbilical), no apêndice, no diafragma e — mais raramente — nos pulmões.
O que é comum sentir?
A dor é o sintoma mais frequente, mas pode variar muito entre mulheres. Pode ocorrer:
- Dor pélvica antes e/ou durante a menstruação;
- Dor durante ou após a relação sexual;
- Dor ao evacuar ou ao urinar, especialmente no período menstrual;
- Sensação de inchaço ou distensão abdominal;
- Alterações do intestino (constipação ou diarreia) no período menstrual;
- Dificuldade para engravidar.

Infertilidade e endometriose: avaliação, expectativas e opções.
Nem todas as mulheres com endometriose têm dor. Algumas só descobrem a doença ao investigar infertilidade.
A endometriose pode afetar a fertilidade por alterações anatômicas (aderências, comprometimento tubário), impacto ovariano (cistos endometrióticos) e inflamação local que prejudica tanto a fecundação como a qualidade tubária e embrionária. Pontos importantes:
- Nem toda mulher com endometriose terá infertilidade; cerca de um terço das pacientes pode ter dificuldade para engravidar, mas muitas engravidam naturalmente.
- Avaliação completa inclui história reprodutiva, exames de imagem, dosagem da reserva ovariana (ex.: dosagem de hormônio anti-mulleriano) e investigação do parceiro.
Opções e estratégias:
- cirurgia conservadora para restaurar anatomia (em casos selecionados) pode aumentar chance de gravidez em pacientes com alterações tubárias ou focos ressecáveis;
- técnicas de reprodução assistida (inseminação intrauterina, fertilização in vitro) são frequentemente indicadas conforme idade, duração da infertilidade e outros fatores;
- planejamento reprodutivo: discutir quanto tempo a paciente deseja postergar gravidez, considerar congelamento de óvulos quando apropriado.
Comunicação clara entre paciente, especialista em endometriose e especialista em reprodução assistida é essencial para definir a melhor sequência (cirurgia primeiro, tentativa de concepção natural, ou ir direto para técnicas de reprodução assistida), sempre individualizando conforme idade, fase da doença e preferências da paciente.
Como investigar (quais exames fazer)?
Os principais exames utilizados são:
- Ultrassom transvaginal com preparo intestinal;
- Ressonância magnética da pelve.
A escolha depende do seu caso e do exame físico feito pelo médico. O ultrassom transvaginal simples (sem preparo) tem menos sensibilidade e não é um exame indicado. Lesões superficiais podem não aparecer nas imagens; se houver forte suspeita clínica e o tratamento medicamentoso não ajudar, pode ser indicada uma laparoscopia (cirurgia com câmera) para diagnóstico e tratamento.
Como tratar?
A endometriose é uma doença crônica: não há cura definitiva conhecida, e novos focos podem surgir mesmo após tratamento cirúrgico. Mas os sintomas podem ser bem controlados. O tratamento é personalizado e, idealmente, multidisciplinar. Pode incluir:
- Tratamento hormonal;
- Controle da dor com medicamentos quando necessário;
- Orientação nutricional e mudança de hábitos (exercício físico regular, controle de peso);
- Fisioterapia pélvica;
- Apoio psicológico ou terapia para lidar com dor crônica e impacto na qualidade de vida;
- Cirurgia para remover as lesões, quando indicada.
Tratamento hormonal da endometriose: como funciona?
O tratamento hormonal é uma das principais estratégias para o controle da endometriose e deve sempre ser orientado por um médico.
Esse tipo de tratamento tem como objetivo reduzir ou interromper a menstruação, já que o ciclo menstrual pode intensificar a dor e a inflamação. Ao controlar a ação dos hormônios, especialmente o estrogênio, o tratamento ajuda a estabilizar o tamanho das lesões e a aliviar os sintomas.
Uma opção comum é o uso de anticoncepcionais de forma contínua, ou seja, sem pausas entre as cartelas. Dessa forma, evita-se o sangramento menstrual, o que pode trazer melhora significativa da dor pélvica e das cólicas.
É importante destacar que o tratamento hormonal é individualizado. Cada pessoa pode responder de forma diferente, e ajustes podem ser necessários ao longo do acompanhamento médico.

Aconselhamento nutricional: por que é importante e como ajuda no tratamento
A alimentação não cura a endometriose, mas pode reduzir a inflamação, modular a dor e melhorar a resposta ao tratamento. Um acompanhamento nutricional individualizado avalia hábitos alimentares, intolerâncias e compostos inflamatórios (ex.: excesso de processados, açúcar, gorduras trans). Intervenções comuns e com impacto positivo:
- aumento de alimentos anti-inflamatórios (peixes ricos em ômega-3, frutas, verduras, oleaginosas);
- redução de alimentos ultraprocessados, excesso de carboidratos refinados e bebidas açucaradas;
- ajuste da ingestão de fibras para melhorar trânsito intestinal (importante quando há comprometimento intestinal), e manejo de gás e distensão;
- avaliação de sensibilidade à lactose ou glúten quando indicado;
- suplementação pontual conforme necessidade (vitamina D, ômega-3, ferro em casos de anemia).
Benefícios observados: menor intensidade de dor, redução de episódios de distensão abdominal, melhora do bem-estar e potencial sinergia com terapias hormonais e cirúrgicas. Recomenda-se acompanhamento com nutricionista experiente em saúde feminina e condições inflamatórias.
Exercício físico e endometriose: por que ele é importante?
O exercício físico regular é um importante aliado no tratamento da endometriose. Embora não cure a doença, ele ajuda a aliviar sintomas e a melhorar a qualidade de vida de quem convive com essa condição.
A prática de atividades físicas contribui para a redução da dor, pois estimula a liberação de endorfinas, substâncias naturais do corpo que ajudam no alívio do desconforto. Além disso, o exercício ajuda a diminuir a inflamação, um dos principais fatores envolvidos na endometriose.
Outro benefício importante é o equilíbrio hormonal. A atividade física regular auxilia no controle dos níveis de estrogênio, hormônio que influencia diretamente o desenvolvimento da doença. Também há ganhos significativos para a saúde emocional, reduzindo estresse, ansiedade e melhorando o bem-estar geral.
Atividades como caminhada, alongamento, pilates, yoga, musculação ou natação já trazem benefícios quando praticadas com regularidade.

Importância do controle de peso
O controle do peso corporal é um fator importante no tratamento da endometriose e pode influenciar diretamente a intensidade dos sintomas e a resposta ao tratamento.
O tecido adiposo (gordura corporal) não serve apenas como reserva de energia: ele também produz hormônios e substâncias inflamatórias. Em pessoas com sobrepeso ou obesidade, há um aumento da produção de estrogênio, hormônio que está diretamente relacionado ao crescimento das lesões da endometriose. Além disso, o excesso de gordura contribui para um estado de inflamação crônica, que pode piorar a dor e o desconforto.
O tratamento do sobrepeso e da obesidade ajuda a reduzir a inflamação no organismo, favorece o equilíbrio hormonal e pode levar à diminuição da dor pélvica, das cólicas e de outros sintomas associados à endometriose. Também pode melhorar a resposta aos tratamentos hormonais e aumentar a eficácia das abordagens clínicas.
Outro ponto importante é que o excesso de peso pode impactar negativamente a mobilidade, o sono, a autoestima e a saúde emocional, fatores que influenciam diretamente a qualidade de vida de quem convive com dor crônica.
O objetivo não é apenas a perda de peso, mas a promoção da saúde como um todo que também resulta em melhora da dor.
Fisioterapia pélvica: indicações e efeitos no controle da dor
A fisioterapia pélvica trata tensão muscular, dor miofascial e disfunções do assoalho pélvico que frequentemente coexistem com a endometriose. Indicações típicas:
- dor pélvica persistente apesar do tratamento clínico;
- dor durante relações sexuais (dispareunia);
- dor referida à região lombar, períneo ou abdome;
- alteração do hábito intestinal e urinário com componente funcional.
Técnicas usadas: relaxamento e reeducação do assoalho pélvico, biofeedback, terapia manual, liberação miofascial, exercícios de alongamento e fortalecimento, técnicas de controle respiratório e orientação postural.
Impacto: redução da dor, melhora da função sexual, diminuição da sensibilidade e aumento da capacidade de realizar atividades diárias. A fisioterapia integra o tratamento multidisciplinar e costuma ser complementar à terapêutica hormonal ou cirúrgica.
Saúde mental e endometriose
Dor crônica e problemas emocionais se influenciam mutuamente. Ansiedade, depressão e até mesmo o estresse podem:
- aumentar a percepção de dor (hiperexcitabilidade do sistema nervoso);
- reduzir a tolerância ao desconforto e piorar sono e energia;
- dificultar a adesão a tratamentos e a manutenção de hábitos saudáveis.
O acompanhamento psicológico (psicoterapia individual, terapia cognitivo-comportamental, técnicas de manejo do estresse, mindfulness) ajuda a:
- ensinar estratégias para lidar com dor e emoções;
- reduzir catastrofização e preocupação excessiva com sintomas;
- melhorar sono, motivação para exercício e adesão ao tratamento;
- apoiar na aceitação da condição e planejamento reprodutivo/vida sexual.
Quando necessário, integração com psiquiatria para avaliação de medicação (antidepressivos ou ansiolíticos) pode ser benéfica.
Quando é preciso operar?
A cirurgia não é indicada sempre. As principais situações que costumam levar à cirurgia são:
- Dor que não melhora com o tratamento clínico adequado;
- Infertilidade relacionada à endometriose, quando a cirurgia pode aumentar as chances de gravidez.
A presença de lesões profundas por si só não obriga a cirurgia. A decisão considera sintomas, idade, desejo de ter filhos, reserva ovariana e planos reprodutivos (quando quer engravidar, quantos filhos pretende ter). Em situações raras, como lesões que comprometem o ureter (canal do rim para a bexiga), a cirurgia pode ser urgente. Em outros casos, se a paciente não tiver sintomas e não houver risco, como na maioria das lesões intestinais, pode-se optar por acompanhar sem operar.

Como é a cirurgia?
A melhor opção é a videolaparoscopia (cirurgia minimamente invasiva). São feitas pequenas incisões no abdome para inserir uma câmera e instrumentos. A laparoscopia costuma proporcionar recuperação mais rápida, melhor visualização das lesões e preservação das estruturas ao redor (nervos, ligamentos, órgãos). O objetivo do procedimento é remover as lesões (excisão) e não apenas queimar (cauterizar) superficialmente. Em alguns casos é preciso uma pequena incisão um pouco maior para retirar lesões volumosas.
E a cirurgia robótica?
A cirurgia robótica é uma forma de videolaparoscopia assistida por robô. Ela traz maior estabilidade da imagem, instrumentos com maior amplitude de movimentos e precisão, o que pode ser vantajoso em casos muito extensos ou complexos e quando se quer preservar ao máximo a fertilidade. A disponibilidade e a experiência da equipe influenciam a escolha da técnica.
Quem deve realizar a cirurgia?
A cirurgia para endometriose é complexa e deve ser feita por cirurgião com experiência em cirurgia pélvica complexa e em laparoscopia avançada, apoiado por uma equipe preparada. Estudos mostram melhores resultados (menos dor, melhores chances de gravidez, menos complicações) quando a cirurgia é feita por equipes especializadas e com volume de casos.

Pontos importantes para lembrar
- Endometriose é comum, tratável e tem impacto importante na qualidade de vida.
- Diagnóstico rápido e acompanhamento com equipe especializada melhoram os resultados.
- Nem toda lesão exige cirurgia; o tratamento é individualizado.
- Se houver dor pélvica crônica ou dificuldade para engravidar, procure avaliação com ginecologista experiente em endometriose.
O tratamento da endometriose vai além do controle da dor. Ele envolve uma abordagem ampla, que inclui acompanhamento médico com tratamento hormonal e cirúrgico quando indicado, hábitos de vida saudáveis, atividade física regular e cuidado com o peso corporal, cuidados com a saúde mental, e em alguns casos fisioterapia pélvica. Essa estratégia integrada contribui para melhores resultados e mais qualidade de vida.
FAQs (perguntas frequentes)
1) Endometriose tem cura?
Não existe cura definitiva conhecida. Porém, os sintomas podem ser bem controlados com tratamento clínico e/ou cirúrgico. Mesmo após cirurgia, novos focos podem aparecer, por isso o acompanhamento é importante.
2) A endometriose sempre provoca dor?
Não. Muitas mulheres têm dor intensa, mas outras são assintomáticas e só descobrem a doença ao investigar infertilidade.
3) Posso engravidar se tenho endometriose?
Sim. Muitas mulheres com endometriose engravidam naturalmente. Em até cerca de 1/3 das pacientes pode haver dificuldade para engravidar; nesses casos, cirurgia e/ou técnicas de reprodução assistida podem ser indicadas.
4) Qual exame é melhor: ultrassom ou ressonância?
Ultrassom transvaginal com preparo intestinal e ressonância de pelve são exames úteis; a escolha depende do caso e do exame físico. Ultrassom simples sem preparo tem sensibilidade limitada e não é indicado.
5) Quando a cirurgia é necessária?
Quando a dor não melhora com tratamento clínico adequado ou quando há infertilidade associada e a intervenção cirúrgica pode ajudar. Em situações específicas (ex.: lesões ureterais) a cirurgia pode ser urgente, embora essas situações sejam mais raras.
6) A cirurgia sempre envolve retirada do útero (histerectomia)?
Não. A histerectomia não é obrigatória para tratar endometriose. A maioria das cirurgias visa excisar as lesões preservando órgãos. A histerectomia pode ser considerada em casos específicos e conforme a situação reprodutiva e preferência da paciente.
7) A cirurgia robótica é melhor que a laparoscopia convencional?
A robótica pode oferecer maior precisão e é útil em casos complexos; porém, a escolha depende da complexidade do caso, disponibilidade do equipamento e experiência da equipe. A técnica mais importante é a habilidade e experiência do cirurgião.
8) O que devo fazer se suspeitar de endometriose?
Procure um ginecologista com experiência em endometriose para avaliação clínica. Leve um diário da dor (quando ocorre, intensidade, relação com a menstruação) e informe sua história reprodutiva e tratamentos anteriores.
9) Mudanças de estilo de vida ajudam?
Sim. Atividade física regular, alimentação equilibrada, controle do peso e acompanhamento nutricional podem contribuir no manejo dos sintomas. Fisioterapia pélvica e suporte psicológico também são importantes para qualidade de vida.
10) Preciso ver outros especialistas?
Um cuidado integrado entre ginecologista especializado, nutricionista, fisioterapeuta pélvico e psicólogo melhora resultados clínicos e qualidade de vida.
Veja também:
Dor pélvica:
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Primeira consulta com Dr. Rômullo:
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Sentir dor não é normal:
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